sábado, 6 de março de 2010
O dia da fotografia artesanal - Pinhole Day
Making do evento comemorativo do dia mundial da fotografia artesanal em 2006, evento produzido em Belém pela Associação Fotoativa.
Direção: Michel Pinho.
Edição: Alberto Bitar.
Edição de som: Leo Bitar
Entrevistas: Michel Pinho
Câmeras: Alberto Bitar - Dirceu Maués - Guy Veloso - Lu Magno - Patricia Costa
Agradecimentos:
Graciete Marques
Miguel Chikaoka
Adriana Harumi
Clarice Funakari
Talita Gomes
Guy Veloso
Octavio Cardoso
Makiko Akao
Patrocínio: Big Ben - Gráfica Alves - Sol Informática.
Apoio: Prolab - Unama - Fox Video - Ná Figueredo - Funtelpa - Governo do Estado do Pará - Curro Velho
O olhar mágico de Eustáquio Neves
Eustáquio Neves. Mineiro e fotógrafo. Não o conheço pessoalmente e vi, se a memória não me pregar uma peça, duas obras suas no MAM em São Paulo em 2006. Conheci seu trabalho através de um programa que era exibido na TV SESC/SENAC produzido em São Paulo. O universo da sua memória particular misturada com a história do seu lugar me encantou.
Fotografia: Eustáquio Neves - Vênus I, 1993.
Fotografia: Eustáquio Neves - Sem Título, 1995
Fotografia: Eustáquio Neves. Sem Título , 1997
sexta-feira, 5 de março de 2010
O Foto Clube Pará
Foto: Chico Albuquerque. Campanha dos anos 50.
Nas duas décadas anteriores, a fotografia já se libertava da suas amarras pictorialistas, a prisão do retrato do real já havia se quebrado. O diálogo com a pintura de vanguarda era intenso: o abstracionismo, o surrealismo e as experimentações se fizeram muito presentes nos trabalhos de Thomas Farkas e German Lorca, para ficarmos apenas nos mais conhecidos.
Thomas Farkas, Telhas. 1947
German Lorca
A modernização dos correios e o intercâmbio de muitos fotógrafos possibilitaram neste período uma vigorosa troca de informações. Havia um ranking de cada foto clube, o paraense figurou em segundo lugar nacional nos final dos anos 50 e inicio dos 60. “Foi no foto clube que estes fotógrafos encontraram o espaço ideal para o debate que viria a estimular essa nova produção que se desenhava.” (Maneschy , Orlando. O corpo sutil das imagens . In Fotografia Contemporânea Paraense. Panorama 80/90. Belém : SECULT, 2002)
Gratuliano Bibas, João Rendeiro e José Góes se destacaram no foto Clube Pará. Ajudaram na produção de mostras nacionais na cidade como a “Primeira Mostra Fotográfica, de 20 de abril a 2 de maio de 1964; I Salão Paraense de Arte Fotográfica, maio de 1965; e o II Salão Paraense de Arte Fotográfica em setembro de 1966, ambos no Salão Nobre do Teatro da Paz” (Fernandes Júnior¸ Rubens. Militância política e dissonância poética. In Fotografia Contemporânea Paraense. Panorama 80/90. Belém : SECULT, 2002)
A experiência de manipular negativos, solarizar imagens, fazer um jogo de luz e sombra e a forte presença de geometria são marcas registradas desse período histórico na fotografia brasileira.
Michel Pinho
quarta-feira, 3 de março de 2010
Série Murografia
Cartaz da exposião de 2003
O tempo foi solucionando as escolhas de cada um. Caminhos que nem sempre foram os da fotografia, as reuniões foram diminuindo, as postagens ficaram cada vez mais esparsas mas em compensação o fruto dessa caminhada individual começou a aparecer. Era preciso soltar as amarras, não ter medo de contar o cordão fraternal que unia todos.
Saída fotográfica - Foto Kamila Frazão
Em 2004, um projeto da Celpa previa a ação de arte-educação com os grafiteiros da cidade, muros das unidades serviam de cenário para o grafitagem. Pronto tinha achado um ponto, algo que poderia servir de caminho. Investi. Comprei três filmes TRI-X da Kodak, na época o mais barato dos filmes preto e branco. Um escolha feliz, pelo preço e pelo alto contraste, mas esse detalhe técnico só fui descobrir bem depois.
O resultado dessa busca foi o nascimento da série Murografia, feita entre o intervalo das aulas, finais de semana e viagens. Kamila Frazão, Daniel Cruz e eu decidimos inscrever nossos trabalhos no Primeiro Salão de Artes Plásticas do Acre. Para nossa alegria nossas fotos tinham sido selecionadas. Dívidas, parcelamento para emoldurar as fotos, coleta par rachar o sedex... Pronto, a fotografia começava a ficar muito séria na minha vida.
Foto: Michel Pinho - Belém - 2004
Foto: Michel Pinho - Belém - 2004
Foto: Michel Pinho - Belém - 2006
Guy Veloso e a diversidade fotográfica
Pela diversidade fotográfica.
Belém é uma cidade que nasceu da diversidade. Fundada na beira do rio Guamá por portugueses, franceses e pernambucanos construiu sua história em meio a grandes conflitos. Conflitos do homem com a natureza e do homem com o homem. Literalmente, cantada em verso e prosa ao longo dos séculos só começou a ter seus registros imagéticos produzidos com mais intensidade através dos viajantes e naturalistas da metade do XVIII e início do século XIX.
Muitos autores passaram por aqui: Spix, Martius, Henry Bates, entre muitos outros. Costumes, frutas, índios e manifestações urbanas foram desenhados e relatados por esses homens. No entanto, foi com a chegada da fotografia que a Amazônia ganhou cada vez mais destaque nos semanários, livros e estudos na Europa. O exótico encantava. A riqueza da borracha deu contornos europeizados para uma cidade cravada no meio da selva. O álbum de fotografia de Fidanza de 1904 é um exemplo da tentativa de vender uma única imagem: a civilização nos trópicos.
Loja de comércio de animais em Belém. Gravura reproduzida do livro The Amazon and Coast. Herbert Simth. A cópia digital aqui utilizada foi retirada da obra "As origens do Museu Paraense Emílio Goeldi. Aspectos Históricos e Iconográficos de Luis Carlos Bassalo, Vera Burlamarqui e Peter Mann.
Faço essa digressão histórica para chamar a atenção do leitor. Contar uma história, escolher fotos para um álbum, fazer um recorte de um tema é uma escolha. É um discurso, é uma possibilidade de leitura. Assim Guy Veloso nos arrebata. Seu caminho, descortina essa separação dura e imediata datada do século XIX: ciência e fé. Os personagens do fotógrafo vivem no século XX e XXI, vivem em grandes cidades da Índia, Espanha e Rio de Janeiro mas também podem ser encontrados nas pequenas vilas do interior do sertão nordestino, localidades no meio da selva amazônica e mais recentemente em pequenos terreiros de candomblé ketu na grande Belém.
Fotografias: Guy Veloso
Essa tradição documental fotográfica reforçada pelas lentes de Guy Veloso é de suma importância para a desconstrução do discurso do poder instituído. Ao citar o álbum da Belém urbanizada, pergunto: onde está o pajé que atendia atrás da estação ferroviária? Onde estão os negros que cantavam e dançavam o seu lundu na bela praça Batista Campos? As benzedeiras que atendiam no periférico bairro do Guamá saíram em alguma fotografia? A resposta para todas as indagações é direta: as manifestações de fé populares foram silenciadas pelo discurso da imagem.
Nas vésperas de completar seus vinte anos de uma vigorosa carreira, Guy Veloso dá corpo e luz para esse silêncio histórico na Amazônia e no Brasil: catolicismo popular, vale do amanhecer, santo daime, círio de Nazaré e candomblé são parte do seu repertório visual. Ao vê-lo fotografar, presenciei o forte elo entre o sujeito e seu objeto. Reinventando o título de uma das suas exposições: ele vivencia a febre da fé.
Fotografia: Guy Veloso
Causa-me certo estranhamento a recusa da publicação do trabalho de Guy Veloso no Canal Contemporâneo. Entendo a necessidade de foco, defendida pelos responsáveis pelo meio mas fico pensando se em pleno século XXI não pretendemos, ainda, silenciar determinados sujeitos... Com a resposta, o caro leitor.
Michel Pinho - Historiador e fotógrafo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Fotografia nas Artes Visuais - Arte Expandida
De 3 a 7 de novembro, a Fotoativa promove a oficina A Fotografia nas Artes Visuais - Arte Expandida, com o artista visual, professor e curador Solon Ribeiro.
A atividade tem por objetivo proporcionar uma discussão estética da fotografia não documental, tendo o movimento dadaísta como marco zero, e sua evolução até a fotografia contemporânea, abordando diálogos que se efetuaram com outras formas artísticas, na busca da invenção de uma nova arte: fotografia x pintura, fotografia x escultura, fotografia x instalação, etc.
Programa:
1. Fotografia Dadaísta
2. Fotografia Surrealista
3. A Fotografia no movimento pop arte
4. Fotografia conceitual
5. Foto instalação
6. Identidade/ Não identidade: A Fotografia Hoje
Período: 3 a 7 de novembro, das 18h30 às 22h30
Número de Vagas: 25
Investimento: R$ 60,00
O instrutor: Solon Ribeiro vive e trabalha em Fortaleza. É formado em Comunicação e Arte pela L’École Superieure des Artes Décoratifs (Paris, França). Autor do livro “Lambe-Lambe: Pequena História da Fotografia Popular, participou de várias mostras coletivas, como A Fotografia em Perspectiva (Museu de Arte Moderna - São Paulo), Viva a Natureza – Morta (Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar - Fortaleza) e Fotografia no Espelho (Museu de Arte Moderna – São Paulo). Individualmente, expôs Mitos Vadios – Anotações Fotográficas (Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar - Fortaleza – 2006), O Golpe do Corte (Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza – 2005) e ENTREFOTOS (Museu de Arte Contemporânea – João Pessoa – 1999). Tem obras nas coleções do Museu de Arte Moderna (São Paulo), Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar (Fortaleza) e na Fundação Nacional de Arte – Funarte (Rio de Janeiro).
Informações e Inscrições:
Associação Fotoativa - 25 anos
Utilidade Pública Estadual e Municipal
Praça Visconde do Rio Branco (Praça das Mercês), 19 - Campina
(entre Gaspar Viana e Santo Antônio)
Cep. 66010-110
(91) 3225-2754
fotoativa@amazon.com.br
a.fotoativa@gmail.com
www.fotoativa.blogger.com.br
www.fotoativa.org.br
domingo, 11 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Oficinas Fotoativa – 25 anos-luz
Confira e reserve já a sua vaga!
"Photomorphosis - do artesanal ao digital"
Sinopse: Iniciação à fotografia através de uma metodologia singular, pautada na abordagem do universo material e simbólico da luz. Lugar-tempo para vivências, descobertas e construções transversais.
Carga Horária: 64 horas
Período:
Turma 1: 14 de Setembro a 30 de novembro, com encontros às segundas das 19h às 22h + 3 horas de práticas semanais, com hora marcada + 2 expedições fotográficas.
Turma 2: 19 de setembro a 5 de dezembro, com encontros aos sábados de 16h às 19h + 3 horas de práticas semanais, com hora marcada + 2 expedições fotográficas.
Número de vagas: 20 por turma
Pré-requisito: idade mínima 12 anos e 1 câmera fotográfica com controles de exposição manual.
Investimento: R$ 500,00
Instrutor: Miguel Chikaoka
Estúdio: "Iluminação Básica", com Octávio Cardoso
Sinopse: Noções sobre produção, leitura e direção da luz na fotografia.
Carga Horária: 12h30
Período: dias 14, 16, 21, 23 e 28 de setembro, das 19h30 às 22 h
Numero de vagas: 8 (oito)
Pré-requisito: conhecimento e prática na fotografia
Investimento: R$ 220,00
Instrutor: Octávio Cardoso
Serigrafia Básica
Sinopse: Em sua nova versão, esta oficina apresenta de forma objetiva e simplificada o processo da serigrafia e as possibilidades de manipulação, criação e impressão em papel, tecido e madeira a partir de matrizes fotográficas.
Carga horária: 30h
Período: 14 a 29 de Setembro (Aulas de segunda a quinta, de 18h30 as 21h30)
Número de vagas: 15 (quinze)
Público alvo: interessados a partir de 16 anos
Instrutor: Boaventura
Investimento: R$ 120,00 (com material de consumo incluso)
“Pin Lux” (Fotografia Pinhole sobre película 35 mm)
Nesta, o participante será orientado na construção e utilização de câmeras pinhole, utilizando caixas de fósforo e filmes 35mm. Os resultados obtidos deverão ser digitalizados e tratados para impressão e veiculação na internet.
Público alvo: crianças, educadores e artistas
Carga horária: 16 horas
Período: 15 de setembro a 15 de Outubro, com encontros às terças e quintas, das 19h às 21h + saídas fotográficas aos finais de semana.
Número de vagas: 20 (vinte)
Instrutor: Valério Silveira
Investimento: R$ 80,00 (com material de consumo incluso)
Cianotipia: Técnica e História
A oficina pretende estimular uma reflexão contemporânea dos processos fotográficos históricos, a partir da produção de imagens com a técnica da cianotipia. Na produção de cianótipos, o fotógrafo utiliza sais férricos fotossensíveis para fabricar um objeto (em papéis e tecidos de fibra natural) que suportará impressões fotográficas realizadas com a luz do sol. Os usos dessa técnica de impressão fotográfica para a documentação científica no século XIX até os atuais processos de produção artística serão trabalhados em diálogo com a incorporação dos atuais dispositivos da imagem digital nesse tipo de impressão fotomecânica.
Carga horária: 28 horas (encontros noturnos e práticas de laboratório)
Período: 16 de setembro a 14 de outubro, com encontros às quartas, das 19h às 21h + práticas nos fins de semana, com horário a combinar.
Numero de vagas: 10 (dez)
Pré-requisito: interesse e idade mínima de 16 anos
Investimento: R$ 150,00 (com material de consumo incluso)
Instrutor: Ionaldo Rodrigues
Photoshop Básico
O objetivo desta oficina é introduzir conhecimentos práticos sobre tratamento de imagens digitais no Photoshop. Uso de ferramentas básicas e imprescindíveis para ajustes de imagens geradas por escaneamento ou câmeras digitais.
Carga horária: 12h
Período: 21 a 28 de setembro, diariamente, das 19h às 21h
Número de vagas: 6 (uma pessoa por micro)
Investimento: R$ 70,00
Instrutora: Luciana Bezerra
Fotos: Miguel Chikaoka.





